A montagem de conjuntos para a pesca com iscas plásticas deve se levar em consideração a força aplicada na fisgada dos peixes, e este é um fator particularmente importante no caso das traíras. Além da ponta do anzol ter que atravessar o corpo da isca antes de chegar á boca do peixe, esta é bastante dura, demandando fisgadas rápidas e potentes. As varas mais indicadas são as mais longas, com 6’6” a 7 pés de comprimento, e capacidade de carga de até 20 libras, já as linhas são as de fluorcabono ou multifilamento, sua baixa elasticidade aumenta seu grau de sensibilidade e proporciona fisgadas com resposta mais rápida.
Já as iscas variam muito em formas, modelos e tamanhos, de minhocas tradicionais usadas na pesca do black bass, grups,criaturas e minhocas suspending são muito eficientes, e aqui cabe uma dica super importante em relação a qualidade das softs usadas. Como traíras são geralmente menos “frescas” vamos assim dizer, procure usar iscas danificadas, usadas ou que estão sobrando na caixa, afinal elas tem um potencial muito maior para estragas as iscas. E diferentemente da pesca com plugs, a ruptura da linha pelos dentes das traíras é muito mais frequente, tornando mais plausível a adoção de um curto empate de aço, rígido ou flexível, com 5 a 15 libras de resistência.
São várias as montagens eficientes, desde o sistema no-sinker (sem peso) aos tradicionais Texas, Florida e Carolina Rig, com anzóis de tamanho 1/0 ou 2/0. O jig-head também tem se mostrado muito eficiente, tanto com grups como com iscas plásticas finas e retas, do tipo “cut-tail ”ou “shad shape”. As cores variam em função da claridade da água. Como regra geral, cores mais chamativas se destacam em águas mais turvas, e tons mais discretos são uma ótima escolha para águas mais claras. È claro que há exceções, e entre as que são eficientes na maioria das situações estão às cores preta, amarela e vermelha.
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